Há algo profundamente preocupante acontecendo dentro de muitas igrejas. Pessoas frequentam cultos por anos, participam de atividades, envolvem-se emocionalmente com discursos e lideranças, mas nunca leram a Bíblia de forma integral. Vivem uma fé baseada em fragmentos, recortes e interpretações alheias. Isso não é maturidade espiritual, é vulnerabilidade. Essa realidade é especialmente visível entre os cristãos que não leem a bíblia.
Quando o cristão não conhece as Escrituras, ele passa a depender de terceiros para pensar, decidir e discernir. Sua fé deixa de ser pessoal e consciente para se tornar terceirizada. Ele crê no que ouve, não no que examinou. E isso cria o ambiente perfeito para todo tipo de manipulação religiosa, especialmente entre os cristãos que não leem a bíblia.
A Bíblia nunca foi escrita para produzir ouvintes passivos, mas discípulos conscientes. O problema é que muitos transformaram o culto em substituto do estudo, o púlpito em fonte exclusiva de verdade e o líder em mediador absoluto do pensamento espiritual. Onde a Escritura não é conhecida, qualquer discurso pode se passar por voz de Deus. Isso é um grande desafio para os cristãos que não leem a bíblia.
As consequências disso não ficam restritas ao ambiente da igreja. Elas atravessam as casas, os casamentos e a educação dos filhos. Famílias inteiras são fragilizadas quando seguem líderes que, muitas vezes, também não possuem formação bíblica sólida. Pais inseguros na fé criam filhos confusos. Lares que não conhecem a Palavra tornam-se dependentes de orientações externas para tudo, inclusive para decisões que deveriam ser tomadas com discernimento próprio.
É nesse ponto que uma crítica inesperada se torna profundamente relevante. O humorista Rodrigo Marques, em um de seus shows, faz uma observação que atinge em cheio essa incoerência moderna. Como alguém pode dizer que ama, adora e entrega tudo a uma pessoa que nunca se deu ao trabalho de conhecer? Como afirmar devoção absoluta a Jesus sem nunca ter lido o livro que fala sobre Ele?
O humor expõe aquilo que muitos evitam confrontar. Não se trata de zombaria da fé, mas de uma denúncia legítima da superficialidade religiosa. Amar uma imagem de Jesus construída por terceiros não é o mesmo que conhecer o Cristo revelado nas Escrituras. Quem não lê a Bíblia conhece apenas versões filtradas, editadas e, muitas vezes, distorcidas.
Se você ainda não assistiu ao vídeo em que essa crítica aparece, recomendo que veja. O link está disponível aqui no texto. Ele não foi incluído para entreter, mas para provocar reflexão. Muitas pessoas só começaram a ler a Bíblia depois de serem confrontadas por algo aparentemente simples, mas profundamente verdadeiro.
A Escritura nos chama constantemente ao amadurecimento. Fé que não cresce adoece. Fé que não estuda enfraquece. Fé que não conhece a Palavra torna-se presa fácil de promessas vazias, discursos emocionais e líderes carismáticos sem profundidade bíblica.
Por isso, é preciso dizer com clareza e responsabilidade. Todo cristão, no mínimo, deveria ler a Bíblia inteira ao menos uma vez na vida. Não como obrigação religiosa, mas como compromisso com a verdade que afirma crer. Não se pode amar aquilo que nunca se buscou conhecer.
Ler a Bíblia não resolve tudo, mas não lê-la compromete tudo. O caminho da maturidade começa quando o cristão decide parar de terceirizar sua fé e assume a responsabilidade de conhecer, estudar e discernir por si mesmo à luz das Escrituras.
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